Antimicrobianos Albendazol


Espectro de ação

Ascaris lumbricoides, Enterobius vermicularis, Necator americanus, Ancylostoma duodenale, Trichuris trichiura, Strongyloides stercoralis, Taenia spp. e Hymenolepis nana; Opisthorchis viverrini e larva migrans cutânea; giardíase (Giardia lamblia, G. duodenalis, G. intestinalis) em crianças.

Dose em adulto

Formas de apresentação: Comprimidos mastigáveis de 400 mg e suspensão oral 40 mg/mL.

Ascaris lumbricoides; Necator americanus; Trichuris trichiura: 400 mg em dose única

Enterobius vaermicularis; Ancylostoma duodenale: 400 mg dose única

Strogyloides stercolaris; Taenia spp. Hymenolepys nana: 400 mg/dia por 03 dias

Giardíase (Giardia lamblia, G. duodenalis, G. intestinalis): 400 mg/dia por 05 dias

Larva migrans cutânea: 400 mg/dia por 03 dias

Opistorquíase (Opisthorchis viverrini): 400 mg 12/12 horas (duas vezes ao dia) por 03 dias

Observação: No caso de infestação por Enterobius vermiculares o paciente deve receber orientações sobre medidas de higiene. No caso de contaminação comprovada por Hymelopis nana pode ser necessário um segundo ciclo de tratamento.

Dose em pediatria

(Crianças acima de 2 anos de idade)

Formas de apresentação: Comprimidos mastigáveis de 400 mg e suspensão oral 40 mg/mL.

Ascaris lumbricoides; Necator americanus; Trichuris trichiura: 400 mg em dose única

Enterobius vaermicularis; Ancylostoma duodenale: 400 mg dose única

Strogyloides stercolaris; Taenia spp. Hymenolepys nana: 400 mg/dia por 03 dias

Giardíase (Giardia lamblia, G. duodenalis, G. intestinalis): 400 mg/dia por 05 dias

Larva migrans cutânea: 400 mg/dia por 03 dias

Opistorquíase (Opisthorchis viverrini): 400 mg 12/12 horas (duas vezes ao dia) por 03 dias

Observações:

No caso de infestação por Enterobius vermiculares o paciente deve receber orientações sobre medidas de higiene: Manter limpas as instalações sanitárias e lavar as mãos após utilizá-las; evitar andar descalço; cortar e manter limpas as unhas; beber água filtrada ou fervida; lavar e cozinhar bem os alimentos; manter os alimentos e os depósitos de água cobertos; combater os insetos; lavar as mãos antes das refeições; lavar os utensílios domésticos; ferver as roupas íntimas e de cama.

No caso de contaminação comprovada por Hymelopis nana pode ser necessário um segundo ciclo de tratamento.

Efeitos adversos mais frequentes

Reações incomuns (ocorrem de 0,1% a 1% dos pacientes que utilizam este medicamento): dor epigástrica ou abdominal, dor de cabeça, vertigem, enjoo e vômito ou diarreia.

Reações raras (ocorrem de 0,01% a 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento): reações alérgicas (caracterizadas por coceira, vermelhidão da pele e urticária) e alterações do fígado (caracterizadas por elevações dos níveis de algumas enzimas do fígado).

Reações muito raras (ocorrem em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento): vermelhidão da pele; uma doença conhecida como síndrome de Stevens-Johnson, caracterizada por vermelhidão intensa, descamação da pele e lesões, com a possibilidade de sintomas sistêmicos (ou seja, que envolvem o organismo como um todo) graves.

Farmacologia

O metabólito ativo sulfóxido de albendazol provoca degeneração seletiva de microtúbulos citoplasmáticos nas células intestinais e tegumentares de helmintos intestinais e larvas; ocorre depleção de glicogênio, comprometimento da captação de glicose e da secreção de colinesterase e acúmulo de substâncias agressivas no espaço intracelular. A produção de ATP diminui, provocando depleção de energia, imobilização e morte do verme.

Ajuste de dose

Não há diretrizes para ajuste de dose em pacientes com disfunção renal ou hepática. Entretanto, o albendazol é eliminado primariamente pelo metabolismo hepático e pacientes com disfunção grave ou doenças hepáticas estão sob maior risco de sofrer eventos adversos.